segunda-feira, maio 31, 2010

Tenho medo de gente. De pessoas.
Não é possível medir o tamanho da maldade de uma pessoa. Pessoas comuns. Pessoas dentro da nossa casa, no nosso trabalho, no nosso círculo de amigos. A maldade que está camuflada. Aquela que envenena aos outros.
Pode-se fazer tanta coisa, por dureza do coração. Por não querer dar o braço a torcer, por orgulho. Acabamos magoando as pessoas que estão próximas, porque amamos mais a nós mesmos no que outro. Nos importamos com a saciar as nossas necessidades e não pensamos nos outros.
A língua. Incontrolável (será mesmo?) Algumas pessoas me perguntam por que, em muitas ocasiões prefiro me manter calada. Lá vai. Não confio em mim mesma. Não confio na minha língua. Sei que se não for radical, difamar, descobrir as fraquezas do outro acaba sendo até um prazer pra mim. Então, escolho ficar com minha boca fechada. Tenho tentado aprender (olha o quanto isso está longe do ideal!!) a julgar os outros por mim mesma.
É um bom começo, porque prá nós sempre há perdão. Mas para os outros queremos sempre a justiça!! Por que os outros tb não merecem o perdão que eu desejo prá mim??
Tenho medo de gente. Tenho medo do mal que causam as pessoas que falam. E medo também da pessoas fracas que não possuem filtro. Essas sofrem mais. Se envenenam, ouvem, concordam, repassam julgamentos que nem são próprios. Concluem e afirmam sem conhecer os fatos.
Formam alianças com pessoas para desmoralizarem outros.
Hoje consigo enxergar como tantas vezes eu fiz parte disso. Julgava que as pessoas não cooperam para que possamos falar a favor delas. Então vamos comentar fatos: os fatos errados que elas cometem. Descobrir as fraquezas dos outros, expor. Isso é o oposto do amor.
O amor cobre multidão de pecados. Isso é prá nós fazermos.

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