Tuitando por aí, encontrei esse texto no http://www.meiapalavra.com.br/showthread.php?tid=4335.
Resolvi postar em verde que é a cor da esperança, porque espero, sinceramente, que essa seja a minha visão daqui pra frente. Isso é conclusão da minha vida até meus 29 anos e 316 dias, prestes a viver o ritual de passagem da década, repensando meus conceitos, valores, expectativas, sonhos, desejos e planos de vida. Não julgando mais, menos ainda condenando os que são diferentes, agora me despindo do que as pessoas esperavam que eu fosse, velhas capas hipócritas que me limitavam e me prendiam.
Eu quero falhar também!!!
O amor não deve pedir ao ser amado que abandone seus sonhos. Mas muitas vezes o pede. Eu não abriria mão de nenhum sonho por amor. Não interromperia ou adiaria nenhum projeto. Teria vários projetos novos que incluíssem quem amo, mas não desistiria dos antigos. O amor não pede e nem oferece esse tipo de prova. Se pedir é egoísta, e muitas vezes o é. Se oferecer estará jogando nas costas de outra pessoa o custo de uma provável infelicidade. E muitas vezes o joga. É um sentimento humano, não podemos esperar que seja perfeito. Nunca será. Mas é o que temos de mais bonito e de mais forte e frágil. E isso deve ser preservado.
Muitas vezes nos achamos indignos para o amor. Outra grande tolice. Tudo de bom que a vida nos dá é por que nós merecemos. O amor não pode ter espaço para a dúvida. Se ele oferece o perdão nós aceitamos o perdão. Se não oferece nós o pedimos. Se o recebemos devemos zelar para sempre por ele. Vá e não peque mais, disse alguém que tinha um amor que transcendeu todos os outros, mas esse era um amor que não era desse mundo e os homens esquecem logo as lições aprendidas. Nós amamos na medida de nossa imperfeição, mas amamos. Se você me ama tanto por que me fez sofrer? Isso me foi perguntado um dia. Por que nós somos humanos e erramos, respondi. Por que nós duvidamos, nos sentimos atraídos por belas formas, somos inconstantes e egoístas. O ouro de tolo é tão brilhante aos nossos olhos quanto o verdadeiro e por vezes nos deixamos seduzir por ele. Mas sabemos bem a diferença e nos arrependemos. Muitas vezes é tarde para concertar os erros no amor. Mas devemos sempre tentar. A criança cai e levanta e cai e levanta de novo, até que não cai mais. No amor seremos sempre crianças. Poderemos cair eternamente, mas sempre devemos tentar levantar. Nem que seja para cair de novo.
Não se constrói o amor diariamente. Uma construção, por mais demorada que seja, um dia acaba. Amor é eterno recomeço. Força da natureza. Não é jardim ordenado. É floresta que cresce sem controle. E muitas vezes para se instalar uma árvore sufoca as outras. É brisa tranquila e às vezes furacão que arrasa tudo o que vê pela frente. Por hora remanso de águas serenas e também mar em noite de tempestade. O amor retira a casca e expõe a ferida. Nos desarma, nos deixa sem ação. Nos atinge de chofre. Nos faz expor o nosso melhor e o nosso pior. Quando se transforma em ódio pode ser letal. E, várias vezes, o é. Não há espaço para o meio termo no amor. Nem deveria haver espaço para a dúvida. Mas mesmo assim amamos. Se você acha que pode domá-lo ou explicá-lo desista. Não é uma ciência exata. Um e um no amor tanto pode ser zero como também pode ser três. Não se quantifica o amor. Não se teoriza sobre o amor. Ou você o vive ou desiste dele. E se desistir se arrepende pra sempre. Também não se impõe amor a ninguém. Ele brota espontâneo, sem sabermos por quê. Essa é a verdadeira beleza do amor.
Também se deve ter cuidado ao escrever sobre o amor. Se esse texto parecer contraditório não me culpem, culpem a ele. O amor é contraditório. O mais belo e contraditório dos sentimentos humanos. Que todos o vivam da melhor maneira possível.''
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